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Nosso Patrimônio – Bens Inventariados - Mural de Azulejos: São João de Deus

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Categoria: Bens Móveis e Integrados

O Inventário do Mural de Azulejos foi elaborado em 2006, pela historiadora Marilda Aparecida Ionta, a arquiteta Rosimery Vidigal de Barros Carvalho e a engenheira ambiental Andrea de Fátima Moreira. Em 2010 o Inventário foi atualizado pelo historiador Rodrigo Celi Veiga Dias, a arquiteta Rosimery Vidigal de Barros Carvalho, o vereador Anderson Carlos de Oliveira e o jornalista Matheus Fernandes Teixeira
Vejamos a seguir um breve histórico desse bem cultural de nosso município:

Em 1966 o Padre Henrique Silvino Alves encomendou, por intermédio de um amigo, azulejos portugueses para fazer um mural na fachada frontal do Hospital São João de Deus, que estava em construção. Assim, o fuzileiro naval Pedro Paulo Goular, firminense, residente no Rio de Janeiro, foi incumbido de trazer a encomenda de Lisboa para o Brasil.
Os azulejos foram confeccionados pela fábrica portuguesa Sant’Anna e o desenho que ilustra o mural foi feito por Amaral. A Fábrica Sant’Anna teve um importante papel na reconstrução de Lisboa após o terremoto de 1755. Foi fundada em 1741 e ainda se mantém ativa produzindo azulejo e faianças através de processos inteiramente manuais.
Vale ressaltar, que na primeira metade do século XX, renasce no Brasil o interesse pela azulejaria portuguesa.
Em 1967, o mural representando São João de Deus curando enfermos foi instalado.

Rodrigo Celi Veiga Dias
Historiador

Nosso Patrimônio – Bens Inventariados: Praça do Rosário

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Categoria: Estrutura Arquitetônica e Urbanística

O Inventário da Praça do Rosário foi elaborado em 2009, pelo historiador Rodrigo Celi Veiga Dias, o jornalista Matheus Fernandes Teixeira e a arquiteta Rosimery Vidigal de Barros Carvalho.
Vejamos a seguir um breve histórico desse bem cultural de nosso município:

Recebeu essa denominação em 1936, com a inauguração da Igreja do Rosário pelo Monsenhor Antônio Maurício de Medeiros Gouveia, pároco da cidade na época.
Até 1967, essa praça era apenas um espaço aberto e gramado, pois nessa data o Prefeito Sr. Nilton Ferreira Pinto construiu o meio-fio ao redor da mesma. E em 1987, na gestão do Prefeito Sr. Rafael de Barros Fiorillo foi construída uma Balaustrada ao redor da praça.
Durante vários anos essa praça serviu como local de eventos, como as encenações da Paixão de Cristo pelo Grupo Gotas, Saltos de Pára-quedas no Torneio Leiteiro e Procissão de Corpus Christi.
Em 1999, no mandato do Prefeito Dr. Carlos Antônio Lourenço a praça foi totalmente revitalizada, ficando com o aspecto atual. Em 29 de maio do mesmo ano a nova praça é inaugurada, juntamente com o Busto do Padre Henrique Silvino Alves, que foi construído na mesma, durante a reforma.
Desde então, na época de Corpus Christi, moradores da comunidade do Rosário enfeitam a passarela central com os tradicionais tapetes da procissão.

Rodrigo Celi Veiga Dias
Historiador

Nosso Patrimônio – Bens Inventariados: Carnaval

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Categoria: Bens Imateriais

O Inventário do Carnaval de Senador Firmino foi elaborado em 2009, pelo historiador Rodrigo Celi Veiga Dias e o jornalista Matheus Fernandes Teixeira.
Vejamos a seguir um breve histórico desse bem imaterial de nosso município:

Até o início da década de 1920 o Carnaval em Conceição do Turvo tinha o nome de ENTRUDO, brincadeira um tanto violenta, pois, de par com as delicadas laranjas de cheiro que os foliões se atiravam mutuamente, havia o péssimo costume de atirarem latas e baldes de água nos foliões que passavam, das janelas de algumas residências.
Em 1924, um grupo de rapazes e senhoras resolveram organizar o Carnaval propriamente dito. Foi confeccionado um carro alegórico, montado em um carro-de-boi, que desfilou por algumas ruas da cidade indo até a residência do seu Chiquinho Lacerda, na Rua São Miguel.
Na década de 1940, o Sr. Juvenal Dias Ferreira realizava no salão de seu Bar, embaixo de sua residência (onde funcionava o Hotel Senador), um baile de carnaval com marchinhas, que era patrocinado pelo Prefeito Professor Cícero Torres Galindo.
Na década de 1960, o Sr. Ângelo Casarin, juntamente com um animado grupo de firminenses fundou o Ródanes Social Clube, que passou a realizar o bailes no antigo prédio do Cine Glória. O Ródanes por longos anos contagiou toda a nossa região com um grandioso carnaval.
Ainda na década de 60, surgiu a Bandinha da Saudade, formada por ilustres personalidades firminenses que desfilavam pelas ruas da cidade tocando as tradicionais marchinhas de carnaval. A bandinha esteve presente na folia de Senador Firmino até os anos iniciais da década de 1970.
Em 1974, um grupo de rapazes formou o Bloco Ciganeiros. No ano seguinte Dona Leonor Benedito começou a organizar o bloco, que por sugestão do Dr. Mário Firmo passou a se chamar Escola de Samba Saca-Rolha, que fazia um grandioso desfile de carros alegóricos e alas fantasiadas pelas ruas da cidade, cada ano com um tema diferente. Em 1978, para concorrer com o Saca-Rolha, um grupo de rapazes fundou o Grêmio Recreativo Bambas do Samba, que também desfilava com carros alegóricos e alas. Durante as década de 70 e 80 os dois blocos fizeram desfiles belíssimos, que atraia a atenção de toda a região, mas por problemas financeiros acabaram parando de desfilar.
Em fins da década de 1970, como forma de criar um espaço alternativo para os bailes de Carnaval, os senhores Francisco Miguel Nogueira (Chico Bode), Antônio Gomes Nogueira (Pite) e Hélio Teixeira Ribeiro (Tito Teixeira), resolveram comemorar o carnaval em uma garagem à Rua Santa Terezinha, toda cercada de bambu e com um toca-discos daqueles bem velhos. Por causa da grande participação, no ano seguinte os organizadores resolveram comprar um lote à Rua Antônio Braz, onde iriam construir o Senador Tênis Clube. Porém obra num foi terminada, tem sido parada a construção quando duas paredes e a cobertura já tinham sido feitas. Mesmo, assim, seu piso foi colocado e ali o povo gosava as alegrias do carnaval. Naquela época no Ródanes Social Clube a folia tinha uma pausa para que os foliões pudessem se sentar e descansar; como no Senador Tênis Clube não tinha lugar para se colocarem cadeiras, as pessoas tinham de descansar em pé, por isso passaram a chamar aquele lugar de Clube do Canela Roxa.
Na década de 1980, depois da desunião dos sócios, o Prefeito Sr. Rafael de Barros Fiorillo compra o prédio e transforma num Galpão da Prefeitura, sem, contudo deixar de atender aos festejos de momo. Nos dias de carnaval, as máquinas eram retiradas e a infra-estrutura era montada para receber os foliões. Porém, ninguém reclamava e o Canela Roxa estava sempre cheio.
Em 1999, o Prefeito Dr. Carlos Antônio Lourenço resolve transferir o carnaval para a Praça Raimundo Carneiro. E em 2007, com o Prefeito Sr. William Fernandes Mussi, volta-se a realizar matinês no Canela Roxa, com a Banda União tocando marchinhas de carnaval. Essa Banda União é composta por alguns músicos da Corporação Musical Nossa Senhora da Conceição e convidados.
Em 1991, temos surgimento do Bloco do Zé Neném, que sempre trazia em suas camisas sátiras as frases que o Zé Neném colocava em seu bar e a algum acontecimento da atualidade.
Em 1997, o pároco da cidade, Padre Luiz Faustino dos Santos, no intuito de divulgar o Tema da Campanha da Fraternidade da CNBB durante o carnaval, resolve criar um bloco, com a participação dos Agentes de Pastoral da Paróquia. Esse bloco ficou conhecido pelo povo como Bloco da Igreja, mas na realidade em 1998 recebeu de seus componentes o nome de Bloco Alegria do Turvo. Em 2001, sem o apoio do novo pároco, Padre Oscar de Oliveira Germano, o bloco deixa de sair pelas ruas da cidade.
O carnaval hoje acontece praticamente na Praça Raimundo Carneiro. Todas as noites a Banda União toca no palco as marchinhas e logo em seguida acontece shows musicais. Vários blocos fazem camisas com frases e desfilam pelas ruas da cidade e pela Praça, podemos citar: Bloco do Zé Neném, Bloco da Taioba, Bloco da Negona, Bloco Katapulta, Bloco Chapadin, Bloco As Minina, Bloco Os Pererecas, Bloco SenaFolia e Bloco Power Guido.
O Programa de Aplicação do Fundo Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (FUMPAC), para o ano de 2011, previu a utilização de parte do recurso do fundo para a contratação de bandas para executarem as músicas tradicionais do Carnaval.


Rodrigo Celi Veiga Dias
Historiador

Nosso Patrimônio – Bens Inventariados: Imagem de Nossa Senhora da Piedade

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Categoria: Bens Móveis e Integrados

O Inventário da Imagem de Nossa Senhora da Piedade foi elaborado em 2009, pelo historiador Rodrigo Celi Veiga Dias, o jornalista Matheus Fernandes Teixeira e a arquiteta Rosimery Vidigal de Barros Carvalho.
Vejamos a seguir um breve histórico desse bem cultural de nosso município:

No fim do século XIX, o vigário Jacyntho Theóphilo Trombert, percebeu que o Cemitério Paroquial de São Miguel já era pequeno para o tamanho do arraial, e resolveu construir um novo cemitério próximo ao local onde ele já havia iniciado a construção da Igreja do Rosário.
Na década de 1960, o Padre Henrique Silvino Alves ampliou esse cemitério, e construiu uma capela dedicada à Nossa Senhora da Piedade. Para tanto encomendou uma imagem do Rio de Janeiro, para ser colocada no altar-mor da dita capela.
Em 17 de setembro de 1961 foi feita a Sagração do altar de Nossa Senhora da Piedade, na Capela do Cemitério Paroquial, estiveram presentes: Cônego Nélson Simões Quinteiro, Padre José Nascimento e mais seis outros sacerdotes.
Na década de 1980, o Cemitério Paroquial passou para a responsabilidade da Prefeitura Municipal de Senador Firmino, juntamente com a Capela de Nossa Senhora da Piedade.
A imagem em madeira policromada foi esculpida pelo artista carioca Aurélio Moreira da Silva, e representa a Virgem Maria recebendo seu filho morto nos braços.
Na década de 1980, a imagem passou por uma repintura realizada por Sílvia Cabral.
O Programa de Aplicação do Fundo Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural (FUMPAC), para o ano de 2011, prevê a Restauração da dita Imagem, com reposição das perdas do suporte, remoção de repinturas e recuperação da Policromia original.


Rodrigo Celi Veiga Dias
Chefe do Setor de Patrimônio Histórico e Cultural