Certa vez, em viagem à Viçosa para visitar seus parentes, Vicente Leandro resolveu comprar um saco de mangas para presenteá-los, antes de pegar o trem em Ubá. Como o dinheiro era pouco e para economizar, decidiu não despachar as mangas, mas sim levá-las consigo ao lado de sua poltrona no trem.
O trem partiu. Lá pelas tantas, apareceu o fiscal para picotar as passagens. Ao chegar perto da poltrona de Vicente, o fiscal deparou com o saco de mangas. Dirigindo-se então a Vicente, disse-lhe que não podia viajar com o saco de mangas na classe de passageiros, que o devia ter despachado e que ia lhe cobrar o valor do despacho.
Como o dinheiro que levava consigo era pouco, Vicente encontrou uma desculpa rápida para não ter que pagar o despacho. Disse ao fiscal que havia trazido as mangas para chupar durante a viagem. Surpreso, o fiscal perguntou-lhe: o senhor vai chupar um saco de mangas sozinho? Vicente então lhe respondeu, perguntando: você, por acaso, já me viu chupar mangas?
Diante da pergunta, o fiscal, sem resposta e, após picotar sua passagem, foi embora e esqueceu as mangas.
Rodrigo Celi Veiga Dias
O trem partiu. Lá pelas tantas, apareceu o fiscal para picotar as passagens. Ao chegar perto da poltrona de Vicente, o fiscal deparou com o saco de mangas. Dirigindo-se então a Vicente, disse-lhe que não podia viajar com o saco de mangas na classe de passageiros, que o devia ter despachado e que ia lhe cobrar o valor do despacho.
Como o dinheiro que levava consigo era pouco, Vicente encontrou uma desculpa rápida para não ter que pagar o despacho. Disse ao fiscal que havia trazido as mangas para chupar durante a viagem. Surpreso, o fiscal perguntou-lhe: o senhor vai chupar um saco de mangas sozinho? Vicente então lhe respondeu, perguntando: você, por acaso, já me viu chupar mangas?
Diante da pergunta, o fiscal, sem resposta e, após picotar sua passagem, foi embora e esqueceu as mangas.
Rodrigo Celi Veiga Dias
