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LENDAS FIRMINENSES: PADRE JACYNTHO TROMBERT

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Postando mais três fascinantes histórias do saudoso e visionário Cônego Jacyntho Theóphilo Trombert:

A Confissão
Certa noite, estando às horas já bem avançadas, Cônego Jacyntho Trombert fora acordado por um desconhecido pedindo-lhe para ir atender a confissão de um doente. Como de costume o padre se colocou à disposição e na garupa do cavalo daquele homem partiu para cumprir o seu sagrado dever, atravessando uma densa floresta lá para os lados da Fazenda Paraíso, percebeu que estava sozinho no meio da floresta e que aquele desconhecido era o demônio que queria causar-lhe embaraços.

A Possessão
Havia em Alto do Rio Doce uma senhora possessa, chamada Ana. Diversos padres tentaram tirar o demônio do corpo de Dona Ana, e, na voz da senhora o demônio falou que somente o Padre Jacyntho de Conceição do Turvo poderia exorcizá-la. Cônego Jacyntho Trombert lutou verdadeiramente e este exorcismo consumiu-lhe alguns anos de vida. A população da época verificava surpreendida o poder do demônio. Se o Cônego Jacyntho falava em latim, a resposta era dada ao pé da letra, também em latim, pela senhora analfabeta. Certa vez o Cônego Jacyntho apertou o espírito imundo, perguntando-lhe quando sairia do corpo daquela senhora. O demônio respondeu-lhe: "Quando eu sair darei um sinal no sino". E à meia-noite daquele dia o sino, que pesa cerca de 518 kg, deu uma badalada fortíssima, desprendendo-se-lhe um pedaço da borda.

Angu
Houve seca na região e o ano foi denominado "ano da fumaça". A miséria campeava e as roças, naturalmente, quase nada produziram. Certo dia, a empregada da Casa Paroquial, "Teresa Preta", dirigiu-se ao Cônego Jacyntho Trombert, dizendo: "Padre, como fazer? O fubá é pouco e o angu deverá ser amassado para mais de 14 pessoas". E o sábio padre respondeu: "Ponha o fubá na mesma quantidade de água e Nossa Senhora se encarregará do resto". A cozinheira, obedecendo-lhe, verificou surpreendida o milagre: o angu, na consistência comum, deu para todos.

Rodrigo Celi Veiga Dias
Presidente do Conselho do Patrimônio Cultural de Senador Firmino

LENDAS FIRMINENSES: PADRE JACYNTHO TROMBERT (1)

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Postando três fascinantes histórias do saudoso e visionário Cônego Jacyntho Theóphilo Trombert, que foi o mais importante pároco de Conceição do Turvo, tendo estado à frente da Paróquia por 46 anos:

Construção do Santuário
Logo que chegou a Conceição do Turvo, Padre Jacyntho Trombert percebeu a grande necessidade de colocar em ação a construção de um novo Templo. Lançou-se de corpo e alma à nobre tarefa. O incansável sacerdote percorria os Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, pedindo auxílio para conseguir inaugurar o grandioso Templo. Muitas vezes foi humilhado quando fazia essas penosas viagens, como certa vez, quando foi tomado como padre falso e explorador, o que lhe valeu a prisão por algumas horas. Numa outra vez quando pedia uma ajuda a um comerciante, recebeu uma resposta desagradável e um escarro no rosto e esta foi sua resposta: "Este é para mim, e o que o Senhor irá dar para a Imaculada Conceição?", e recebeu uma valiosa importância em dinheiro.

Aparição de Nossa Senhora
Certa vez quando ainda percorria os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais a procura de donativos para a construção da Matriz, Padre Jacyntho Trombert foi ameaçado de assalto em uma Fazenda na região de Cataguases, a mando do próprio dono da Fazenda, e quando o ladrão entrou em seu quarto para assassiná-lo e roubá-lo, deparou-se com a intercessão de Nossa Senhora à cabeceira de sua cama. Na mesma hora o homem retirou-se sem executar o mandado e no outro dia foi perdoado pelo Padre.

Cordão da Nossa Senhora
Certa vez desapareceu um cordão de ouro de Nossa Senhora. O Cônego Jacyntho Trombert havia dito que a mão que o tirou deveria secar. Anos foram decorridos, quando houve a 1ª limpeza no Santuário. O cordão de Nossa Senhora foi encontrado junto de uma andorinha que jazia seca em seu ninho.

Rodrigo Celi Veiga Dias
Presidente do Conselho do Patrimônio Cultural de Senador Firmino

Lendas Firminenses: Seminário em Conceição do Turvo

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Dizem que Cônego Jacyntho Trombert tinha o sonho de criar um Seminário em Conceição do Turvo. Para alcançar esse propósito mandou uma carta ao Senhor Arcebispo de Mariana, Dom Silvério Gomes Pimenta, fazendo o pedido para instalar o Seminário na Casa Paroquial. Como a resposta demorava a chegar, o Cônego Jacyntho resolveu ir a Mariana falar pessoalmente com o Arcebispo. Naquela época a Casa Paroquial não tinha chaves, e ficava aberta para quem quisesse entrar, mas sempre havia muito respeito. Aproveitando-se da viagem do vigário, certo homem arrumou uma mulher e levou para um dos quartos da casa paroquial e fez a festa com ela. Como a comunicação era muito difícil naquela época, coincidiu que o Arcebispo também resolveu vir a Conceição do Turvo fazer uma Visita Pastoral e também conversar com o padre e ver as acomodações da Casa Paroquial. O Arcebispo ao chegar à Casa se deparou com o dito homem e a mulher. O homem virou pro bispo, e tentando se esquivar do erro, inventou a seguinte história: “Senhor Arcebispo aqui é sempre assim, essa Casa é um antro de perdição, sempre acontece isso aqui, pois o Padre libera tudo”. E acabou com a moral do Cônego Jacyntho. Diante da situação o Arcebispo acabou não aceitando a criação de um Seminário no arraial. Ao regressar ao arraial e ficar sabendo do acontecido Cônego Jacyntho ficou arrasado. Dois anos mais tarde o Padre veio a falecer, dizem que foi devido ao desgosto que passou por causa desse triste acontecimento.

Rodrigo Celi Veiga Dias
Historiador